domingo, 16 de julho de 2017

Mais protestos, por favor!

Não são condenáveis os protestos no casamento da deputada Maria Victória, filha de Ricardo Barros e Cida Borghetti. 

Condenável é o uso da Polícia Militar como segurança privada no casamento. 

Condenável é o uso de um patrimônio histórico para ostentação. 

Condenável é a destruição do SUS promovido pelo pai da noiva, como ministro protetor dos interesses privados na saúde. 

Condenável é a mãe da noiva ser vice de um governador investigado por fraudes no porto de Paranaguá e na Operação Publicano. 

Condenável é a atuação da deputada do camburão no apoio, entre outras, à destruição da educação básica e das universidades estaduais. 

Quem destrói o Paraná e o Brasil não merece ter paz. Mais protestos, por favor!

Todos, mas nem tanto

Todos os políticos corruptos têm de ser punidos, mas Lula solto incomoda mais que Aécio solto.

Todos os governos têm de respeitar a lei, mas as panelas relinchavam contra Dilma e emudecem contra Temer.

Todos são iguais perante a lei, mas contra os adversários não é necessária prova cabal, basta convicção.

Todos os partidos são iguais, mas o PT é o mais corrupto de todos os tempos.

Político não presta, mas os do campo ideológico oposto prestam menos ainda.

O meu partido é o Brasil, mas não me incomodam a destruição da CLT, a demolição da Previdência, a desvastação das políticas sociais.
   
As jornadas de junho de 2013 mostraram que movimento político apolítico e apartidário é tomado e usado por quem faz política partidária da pior espécie.
   
E você continua acreditando que política não se discute?

Alma de patrão

Faz sentido o governo ilegítimo daquele um demolir a CLT. Afinal, o impeachment de Dilma foi para colocar Temer na Presidência para - além de estancar a porra da Lava-Jato - destruir direitos trabalhistas e políticas públicas.

Não é surpresa ver a elite comemorar esse quadro porque é da natureza perversa de quem domina. Agora, ver dominados repetindo o discurso da modernização das leis é de uma tristeza sem fim.

Empregado com alma de patrão continua sendo empregado (ou desempregado), mas sem direitos e qualidade de vida. Quem aplaude o desmonte do estado de bem-estar social pode acabar vítima do próprio aplauso.

O lado do Judiciário

A condenação de Lula por Moro, sem provas cabais conforme o próprio MP, quando da apresentação da denúncia em 2016, na coletiva-show do procurador Deltan Dallagnol. Lembram-se do power point?

A absolvição de Claudia Cruz porque Moro não tinha a convicção de que ela sabia que gastava dinheiro sujo do maridão Eduardo Cunha.

A soltura de Rocha Loures e de Geddel Vieira. 

A devolução do mandato de Aécio Neves, pelo STF (ministro Marco Aurélio).

 Esses fatos mostram que o Judiciário tem lado e está a serviço da plutocracia.

Subemprego

A reforma trabalhista vai gerar mais emprego. Isso é verdade.

Emprego com salários mais baixos; o acordado sobre o legislado vai repor a inflação e dar aumento real?

Aumento da jornada de trabalho para até 12 horas diárias, ou você acredita que a flexibilização vai reduzir a carga horária?

A terceirização "infinita" faz questionar por que contarar se pode terceirizar até atividades fins?

As condições de trabalho vão piorar. Se hoje um funcionário faz trabalho de muitos, com a reforma fará de muitos mais ainda.

A tendência é o desemprego ser substituído pelo subemprego. 

Essa política não foi aprovada nas urnas em 2014. 

O ilegítimo conspirou e traiu. Entendeu, agora, o porquê de ter sido golpe?

Inquietudes (372) do Rei

Segundo o Ministério Público do Trabalho, a reforma trabalhista - patrocinada pelo ilegítimo, após parte do Brasil se fantasiar de amarelo-CBF - é inconstitucional. A constitucionalidade das leis deve ser garantida pelo STF. Vixi! Então... ferrou de vez!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Ai... as celebridades

"Eco e Narciso", de John William Waterhouse, 1903. 

Quando um chef de cozinha se torna maior que seus pratos, ele deixa de ser chef e vira celebridade.

Quando um professor se torna maior que o ato de ensinar, ele deixa de ser professor e vira celebridade.

Quando um padre e pastor se tornam maior que Deus, eles deixam de ser padre e pastor e viram celebridade.

Quando um jornalista se torna maior que a informação, ele deixa de ser jornalista e vira celebridade.

Quando um advogado se torna maior que a sua causa, ele deixa de ser advogado e vira celebridade.

Quando um juiz se torna maior que o processo, ele deixa de ser juiz e celebridade.

Quando um promotor se torna maior que a acusação que faz, ele deixa de ser promotor e vira celebridade.

Quando um empresário se torna mais que a sua empresa, ele deixa de ser empresário e vira celebridade.

Quando um político se torna maior que a política, ele deixa de ser político e vira celebridade.

E celebridade vive do que mesmo?

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Inquietudes (371) do Rei

Seria divertido não fosse trágico, mas o fim de Aécio, cuja ficha corrida foi escondida por muito tempo, é merecido por causa do fogo que ele ajudou a acender quando não respeitou as urnas em 2014. E o apoio do PSDB ao governo Temer mostra que os tucanos fazem exatamente o que condenavam nos petistas: o poder pelo poder.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Inquietudes (370) do Rei

Charge: Amarildo.

O tal Joesley Friboi Batista corrompeu, corrompeu e corrompeu, mas está livre e leve. No mundo da delação premiada, recurso usado e abusado na Lava Jato, o delator bandido vira herói. Isso mostra também a incompetência/incapacidade dos órgãos de investigação (PF, MP...) em provar a culpa do corruptor. Como não provam, precisam dele para pegar - pelo menos - o corrupto. Assim, o bandido delator ganha um bom acordo, inclusive com dinheiro sujo para gastar de forma limpa. O crime, para o bandido delator, compensa.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

De políticos a cidadãos comuns

Foto: Jose Lucena/Futura Press. Reprodução: Estadão.

A Operação Bullish da Polícia federal (PF), deflagrada hoje em Brasília, entre os diversos atos, conduziu coercitivamente funcionários do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). Segundo a Agência Brasil, a operação "investiga irregularidades em aportes de R$ 8,1 bilhões da BNDES Participações (BNDESPar) ao grupo JBS".

A Associação de Funcionários do BNDES (AFBNDES) divulgou nota na qual seu presidente, Thiago Mitidieri, condena a condução coercitiva de funcionários da instituição. “O funcionário do BNDES não tem nada a esconder. Todas as informações que foram perguntadas, a gente vai fornecer isso.” A declaração consta na matéria da Agência Brasil. 

Como repercussão contra a condução coercitiva dos funcionários do banco, durante esta sexta-feira, colegas de trabalho do BNDES fizeram manifestação em defesa do corpo funcional da instituição. Veja galeria de fotografias no site da Associação dos Funcionários.

A condução coercitiva é uma medida em que pessoas são levadas pela polícia para depor. O instrumento é uma previsão legal do Código de Processo Penal (CPP), quando a testemunha, vítima, suspeito ou perito se recusa ou não comparece para depor diante de intimações anteriores. Ou seja, conduzir coercitivamente - sem intimação anterior - é ilegal.

A estratégia ficou famosa em outra operação, a Lava Jato, que banalizou o recurso, tendo na condução coercitiva do ex-presidente Lula, em março de 2016, o seu ápice. Parte do Brasil comemorou a decisão do juiz Sérgio Moro, condenada por advogados e juristas. A medida de Moro foi criticada, inclusive, pelo juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello.

A medida de Moro expôs ainda mais a polarização política que vem sendo alimentada no Brasil, nos últimos anos. Nas redes sociais, desafetos desancam a Lava Jato e fãs a entronizam. Coisa típica de uma sociedade que precisa de heróis e vilões. Não devemos confundir justiça com justiçamento.

A condução coercitiva, sem intimação anterior, é uma prática ovacionada orgasticamente contra políticos e empresários acusados de corrupção. Agora, a medida atinge cidadãos comuns. Este é o efeito prático quando a sociedade aplaude a ilegalidade contra seus adversários. Ela própria - a sociedade - também se torna vítima.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Inquietudes (369) do Rei



As capas das revistas "Veja" e "Isto é", desta semana, são reveladoras. Ambas colocam Lula e Moro em um ringue como oponentes.

Para a "Veja", Lula e Moro estão em luta livre; para a "Isto é", ambos são boxeadores tentanto acertar o outro. 

Uma pergunta básica. ?Se Moro fosse imparcial, ele não seria retratado como um juiz a mediar e julgar as acusações do Ministério Público Federal?

Uma conclusão óbvia. Um juiz na condição de adversário pode promover tudo. Menos justiça.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Onde você está?

Charge: Joel Almeida.

Então... quer dizer que quem não trabalha é vagabundo!

Onde você está quando grandes corporações demitem setores inteiros e quem fica faz trabalho de vários?

Onde você está quando trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão?

Onde você está quando mulheres ganham menos que homens para fazer a mesma coisa?

Onde você está quando empregadores assediam moralmente seus funcionários? 

Onde você está quando o governo envia projeto de lei ao Congresso que destrói a CLT?

Onde você está quando o governo envia projeto de lei ao Congresso que destrói a Previdência?

Onde você está quando governos doam terrenos e isentam de impostos grandes empresas que, mesmo beneficiadas com recursos públicos, demitem?

Mesmo assim, você repete que quem não trabalha é vagabundo.
E isso diz muito mais sobre o seu caráter, do que você gostaria.

domingo, 30 de abril de 2017

Mar é


Seja bem-vindo!


Banditismo

O mercado chantageia, ameaça e quer continuar bebendo do sangue do brasileiro. Em entrevista à Folha de S. Paulo, economista-chefe do Itaú Unibanco afirma que juros vão subir se não houver a reforma da Previdência. Itaú é aquele banco privilegiado com o perdão de uma dívida de mais de 20 bilhões de reais. Quem vai enfrentar o banditismo do mercado financeiro?

Inquietudes (368) do Rei

Ainda leio e ouço gente criticando greve durante o expediente. Isso é discurso de empregador, repetido por trabalhador que se acha patrão. Vamos combinar? que fazer greve no dia da folga é o mesmo que fazer greve de fome entre as refeições ou fazer greve de sexo depois de uma rapidinha.

Notas sobre a Greve Geral

Greve Geral! Nenhum direito a menos.

Luta de classes
Reforma trabalhista e da Previdência. A modernização que a elite prega (discurso repetido pela parte tonta da classe média), nas relações de trabalho, não vai transformar o Brasil na Europa, mas em uma China. E você acreditava que tirar Dilma era combate à corrupção. Há! É a luta de classes e muito empregado prefere ficar do lado do patrão.

Greve é greve
Este recado é para você, trabalhador, e não para empregador (enquanto categoria). Se você acha que greve geral atrapalha o transporte, o atendimento em serviço público e que deveria ser feita fora do horário de expediente, então eu digo: isso não seria greve. E lembre-se de que você não precisa parar manhã. Se você for solidário e apoiar quem parar - para lutar inclusive por direitos que você usufrui - já estará fazendo uma grande coisa.

Midia minimiza
A mídia tradicional inflou os protestos contra Dilma e minimiza a Greve Geral. Que aquele um não tenha paz. Vem pra luta!

Tudo, menos jornalismo
Vi uma reportagem na Band News que é de doer. Em Goiânia, a repórter começa dizendo que o dia - 28 de abrol - foi de caos para quem precisou de transporte. Entrevista só com quem reclamava. O texto destacava ainda que era manifestação de sindicalista, MST. Não houve uma frase sobre o motivo da greve: reformas trabalhistas. Nada sobre os projetos que retiram direitos do trabalhador. NADA. Isso é tudo, menos jornalismo. 

Estatísticas
No UOL, estimativa dos organizadores (centrais e sindicatos) dizia que os protestos reuniram 40 milhões pelo Brasil. Acho que é chute. No entanto, não tendo estatísticas nas matérias significa que o número é grande e a mídia tradicional não vai avalizar o sucesso que foi a greve. Se fosse um número negativo para os movimentos, seria capa. PS. Nem a PM divulga estimativas.

Verdade e mentira

Em tempos de pós-verdade, a verdade e a mentira não interessam. A tal pós-verdade está associada ao debate político. Atribui-se um fato a alguém e foda-se! Não vem ao caso se é verdadeiro ou mentiroso. Basta sustentar, independentemente do método, a afirmação inicial. Quem perde com isso? Todos, mas sempre haverá aquele a viver na ilusão de ter saído vencedor.

Inquietudes (367) do Rei

O procurador Deltan Dallagnol e outros dois membros do MPF divulgaram vídeo nas redes sociais convocando a população para se manifestar contra o projeto de lei que pune abuso de autoridades. Na peça, os três fazem política e confundem mais que esclarecem. Eles não explicam algumas questões como:

- Autoridade que não abusa e cumpre a lei será punida se o projeto for aprovado?
- Autoridades da polícia, do MP e da Justiça que cometem abusos (ilegalidades) não podem ser punidas?
- Autoridades devem ter carta branca para agir e imunidade para não serem punidas?

Quem tem poder demais tem de ter ainda mais responsabilidade.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Mexeu com um, não mexeu com todos!


Mexeu com uma mulher, mexeu com todas!
Não!
Só se mexeu com uma das nossas; com uma das outras, problema delas.

Mexeu com uma criança, mexeu com todas!
Não!
Só se mexeu com uma criança das nossas; com uma criança dos outros, problema deles.

Mexeu com um gay, mexeu com todos!
Não!
Só se mexeu com um gay dos nossos; com um gay dos outros, problema deles.

Mexeu com um idoso, mexeu com todos!
Não!
Só se mexeu com um idoso dos nossos; com um idoso dos outros, problema deles.

Mexeu com um negro, mexeu com todos!
Não!
Só se mexeu com um negro dos nossos; com um negro dos outros, problema deles.

Mexeu com uma pessoa com deficiência, mexeu com todas!
Não!
Só se mexeu com uma pessoa das nossas; com uma pessoa dos outros, problema deles.

O combate seletivo ao preconceito e à discriminação não combate o preconceito nem a discriminação, apenas a parte que se quer.

Afinal, como disse Nicolau Maquiavel "os preconceitos têm raízes mais profundas que os princípios."

Fonte da imagem: 
 https://br.pinterest.com/pin/84935142952515361/

É brincadeira!


Reprodução: Veja São Paulo.


No ódio cultivado nos últimos anos, a polarização política fez emergir o que já estava dividido. Com isso ganhou corpo o discurso machista, sexista, racista e homofóbico. Acentuou-se o preconceito de classe, que sempre existiu.

Esse discurso não é homogêneo e, por isso, há mulheres machistas e sexistas, negros racistas, homossexuais homofóbicos. A vida não é mesmo linear, mas precisa ser tão embaralhada?

A jornalista Rachel Sheherazade passou por uma saia justa, ao vivo, com o patrão Silvio Santos, no último domingo. Ele disse que ela - se quiser dar opinião política - que compre uma estação de TV; que foi contratada para ler notícias.

O empresário ressaltou a beleza da apresentadora e também questionou se o noivo a deixa trabalhar. Ainda persiste a noção da mulher como propriedade do homem que precisa dar permissão para que ela faça algo.

Silvio Santos, com essa postura, resvala no machismo e no assédio moral. No machismo porque ele destaca a sua beleza e não a sua capacidade intelectual. No assédio, porque está em posição hierárquica superior. Ele é o patrão que manda, e ela, a empregada que obedece.

Com a repercussão, a empregada minimizou a grosseria do patrão, a quem defendeu. "Há que haver um mínimo de inteligência para entender nossas brincadeiras!" Ok! Ela tem o direito de achar que foi apenas uma brincadeira.

Que mania! essa militância tem de estrilar com as brincadeiras! Afinal mandar a mulher pilotar um fogão e cuidar da casa, comparar o negão a um tição e rir da sexualidade do viado é só uma brincadeira, não é mesmo? Não! Não é! É machismo, é racismo, é homofobia. Você pode ser conivente ou não com isso.

Sheherazade foi humilhada ao vivo e não se deu conta. Caso tenha se dado, preferiu minimizar o ocorrido e atacar quem a defendeu do machismo sofrido (
Há que haver um mínimo de inteligência...). Ao ficar do lado do patrão, ela torna-se cúmplice do machismo que ele promoveu.

Como se vê, o feminismo ainda tem muito chão para percorrer e precisa mesmo proteger as mulheres, muitas - inclusive - do machismo delas próprias.

terça-feira, 28 de março de 2017

Inquietudes (366) do Rei

Então... você afirma o tempo todo que o futuro do Brasil está na educação. No entanto, você não se importa (e até aplaude) quando o governo reduz carga horária, corta benefícios dos professores, reduz investimento em infraestrutura e precariza as condições de trabalho. Além disso, você xinga a categoria quando ela se mobiliza para reivindicar. Quando há greve, você reclama porque não tem onde deixar os filhos, como se o professor fosse babá. Quando falar, novamente, que o futuro está na educação, não se esqueça de que não existe ensino sem professor valorizado, sala de aula adequada e condições dignas de trabalho.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Inquietudes (365) do Rei

Quando alguém tem poder demais - cedo ou tarde - abusa dele.

Inquietudes (364) do Rei

Gente do céu! Por onde anda Marina Silva? A mulher tinha opinião sobre tudo no governo Dilma. Com o governo Temer, nada. E olha que aquele um está com lama até o pescoço; quer promover a destruição da Previdência e da CLT; operação da PF detona setores da economia; juiz manda confiscar equipamentos de blogueiro. Não falta assunto para a presidenciável. Será que ela pegou uma carona no avião do Teori e ninguém ficou sabendo? Há!

Estamos perdendo a briga

Com a aprovação da terceirização irrestrita, o empregador poderá contratar empresa e não vai precisar pagar 13o salário, férias, FGTS, INSS. Você acredita que ele vai repassar esses valores para o salário de quem contratar ou vai aumentar seus lucros? 

Pobres já vivem a precarização da terceirização em serviços como portaria, recepção e limpeza. Agora é a vez da classe média. Imagine um hospital em que todas as categorias (enfermeiros, auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, técnicos de raio x, psicólogos, assistentes sociais...) sejam terceirizados ou uma escola em que os professores estejam na mesma condição. 

E você pensava que tirar Dilma era para combater a corrupção. No próximo domingo, movimentos que apoiaram a derrubada dela, que não protestarão contra Temer, voltam às ruas para defender, entre tantas causas, as reformas trabalhista e previdenciária. Você trabalhador de classe média vai fazer papel de tonto novamente, fantasiado de amarelo-CBF? Isso se chama luta de classes. E nós trabalhadores estamos perdendo esta briga.

Aí, meu Deus

Aí... a Creide tem uma amiga que está agitada, se preparando para as manifestações do dia 26, aquela que reúne a massa cheirosa.

__Ai meu Deus! Tem protesto no domingo e não estou achando minha camiseta de manifestação amarelo-CBF, nem minha faixa de protesto "Vai pra Cuba". Ai meu Deus! Onde a Maria guarda as panelas. 

A Creide informa a amiga e explica di-da-ti-ca-men-te o que vai acontecer com os trabalhadores com a aprovação da terceirização irrestrita, que atinge em cheio a classe média. Os mais pobres, que são terceirizados, sofrem há tempos com a precarização em serviços como portarias, recepções e limpeza. 

__Você consegue imaginar uma escola ou universidade que terceiriza professores?

__O quê? Aprovaram a terceirização irrestrita que vai ferrar ainda mais a classe média. Vi que Temer e Meirelles querem aumentar impostos. Ai meus Deus! 

A Creide não é tonta e decreta o fim da conversa.

__Volta, querida! 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Inquietudes (363) do Rei

No país da verdade alternativa e da justiça seletiva, caixa 2 tucano é limpinho e caixa 2 petista é sujinho. Crime é crime. O que difere é a pena, apenas. O resto é interpretação para blindar o próprio aparelho excretor.

domingo, 12 de março de 2017

Sobre legitimidade e reducionismo

Tenho medo do discurso dos que carimbam como legítima apenas a ação daquele que vive o que defende, o beneficiário direto de uma causa.
Isso é reducionismo e ajuda em nada a luta de quem luta.

Eu não preciso viver na favela para defender o direito à moradia e à qualidade de vida.
Eu não preciso morar em um assentamento do MST para defender o direito do sem terra à terra. 

Eu não preciso ser doente de aids para defender o direito do paciente ao tratamento.
Eu não preciso morrer nem estar na fila por um rim para defender a doação de órgãos.

Eu não preciso ser negro para defender a luta pela igualdade e combater o racismo.
Eu não preciso ter uma xoxota para defender o direito das mulheres à igualdade e combater o machismo.
Eu não preciso dar a bunda para defender o direito dos homossexuais ao casamento e à adoção.

Os oportunistas que se aproveitam de um discurso para promoção pessoal têm de ser combatidos.
E é fácil reconhecê-los.
Basta ver o histórico das defesas que eles fazem.

Deslegitimar a legitimidade dos que defendem uma causa, por não serem beneficiários diretos desta causa, não é inteligente.
E pode ainda condenar a guetos aqueles que lutam.

sábado, 4 de março de 2017

Sobre rótulo, estigma e preconceito


Para além dos rótulos da relação religião-moralismo-homossexualidade, uma questão chama a atenção na notícia "Pastor da Assembleia de Deus, preso em Joinville, matou o namorado a facadas", publicada no jornal Gazeta de Joinville, neste sábado (4 de março). 

Leia os trechos da reportagem. 1) "Edilson Turato, é acusado de matar seu companheiro, com quem mantinha um relacionamento homoafetivo." 2) "Segundo relato do próprio pastor a justiça paulista, o relacionamento homossexual com seu  companheiro, Marco Antonio Gomes, era conturbado devido ao excessivo ciúme de Marco e o constante uso de drogas do pastor."

Edilson Turato, o assassino, é homem. Marco Antonio Gomes, o assassinado, era homem. Os dois homens mantinham uma vida a dois. Classificar, portanto, o relacionamento dos dois e homoafetivo, neste caso, implica em duas imprecisões da linguagem.

A) Se era conturbado e havia ciúmes em excesso, não era um relacionamento construído no afeto, tanto que chegou ao assassinato de um dos dois. B) Se o relacionamento é entre dois homens, está claro que se trata de homossexuais. Então por que ressaltar que Edilson e Marco Antonio mantinham um "relacionamento homoafetivo" ou um "relacionamento homossexual"? 

Jornalisticamente nem se trata de uma informação porque o relacionamento entre dois homens já diz do que se trata, ou seja, a informação é o relacionamento entre os dois. Afinal, dois homens que transam não têm uma relação hétero. O valor notícia está no fato: o assassinato cometido pelo pastor.

Do ponto de vista linguístico, as expressões "relacionamento homoafetivo" ou "relacionamento homossexual" também não servem para muita coisa, exatamente porque o sentido não está inscrito nas próprias, mas no discurso a que elas remetem. 

Trata-se de um discurso preconceituoso que gera a diferenciação entre o gay e o não gay. Por acaso, quando alguém se refere ao ex-goleiro Bruno, condenado por mandar matar Eliza Samudio, sua ex-namorada, assinala que ambos mantinham um relacionamento heterossexual? 

Outro viés deve ser considerado no uso da expressão "relacionamento homoafetivo", o da linguagem politicamente correta, necessária, mas que também comete exageros. Seria este um exemplo disso? Qual o termo mais correto para o uso jornalístico: relação entre dois homens ou relacionamento homoafetivo? Do ponto de vista do sentido e do discurso, não são a mesma coisa.

Enfim, a resposta não é definitiva e, como se trata de linguagem, as mudanças são rápidas porque a língua é dinâmica. No entanto, uma coisa é certa.  Quando o jornalismo usa esse tipo de rótulo (casal gay, beijo gay, relacionamento homossexual), a pretexto de informar, acaba estigmatizando ainda mais os envolvidos que não precisam dessa ajuda. Afinal, morte, prisão, religião já são campos férteis para os rótulos.

O Brasil do escárnio atual

é aquele onde o goleiro Bruno, condenado por mandar matar a ex-namorada, é solto pelo STF e presos – sem julgamento – continuam presos.

é aquele onde o goleiro Bruno, condenado por mandar matar a ex-namorada – depois de solto – é assediado para selfies por fãs, muitos dos quais dizem ter Deus no coração, defender a vida e são contra a violência contra a mulher.

é aquele onde segurança pobre de lanchonete espanca adolescente de 13 anos que – por causa da fome – abordava clientes – por uma esfiha.

é aquele onde político corrupto aponta a corrupção do outro.

é aquele onde a justiça tem decisões diferentes para crimes iguais, atuando conforme a cara e a posição político-ideológica do acusado.

é aquele onde a população vai para as ruas, derruba governo acusado de corrupção e coloca no poder outros acusados de corrupção.

é aquele que indica – para o cargo mais alto da diplomacia – um político agressivo sem trato diplomático.

é aquele onde – para defender a democracia – apoia político adorador da ditadura militar, da tortura e que promove o racismo, a homofobia e o sexismo.

é aquele onde cidadão de bem faz discurso de ódio e incita a violência contra seus adversários políticos.

é aquele onde pastor, indiciado por safadeza em esquemas de corrupção, ataca a “safadeza” da Disney por apresentar um beijo gay em desenho animado.

Pensando bem... o escárnio no Brasil não é tão atual assim, visto que esse tipo de situação não nasce de um dia para outro.

O escárnio era latente e floresceu porque encontrou condições no Brasil atual.

A grande questão é: o que o Brasil atual fará com o seu escárnio?

Fantasia amarelo-CBF

O MBL e o Vem pra Rua chamam protesto para o domingo 26 de março. Os movimentos - que ajudaram a inflar as ruas contra a presidenta Dilma - vão apoiar a Lava Jato, mas sem "Fora Temer". Como vão apoiar a Lava Jato, se é exatamente o governo Temer que tenta "estancar essa porra", como captado - em áudio - a fala de Romero Jucá, quando conspirava para derrubar Dilma? 

Conforme a Folha de S.Paulo, no mesmo ato de 26 de março - que não terá "Fora Temer", os movimentos vão protestar pelo "fim do foro privilegiado, fim do estatuto do desarmamento e pelas reformas trabalhista e da Previdência." Os movimentos enfiam na mesma manifestação pautas muito diferentes entre si. 

O objetivo não é combater a corrupção do PMDB e do PSDB, parceiros carnais do impeachment. Afinal, são vários os nomes no ministério de Temer, aquele um, envolvidos na Lava Jato. Trata-se de apoiar a reforma trabalhista e previdenciária. De quem é essa proposta? Exatamente de Temer e dos tucanos que governam com ele, em um projeto que não disputou as urnas.

A manifestação de 26 de março, quando protesta contra a corrupção sem protestar contra Temer, abre espaço para atacar direitos trabalhistas e previdenciários. Não será estranho ver trabalhador fantasiado de amarelo-CBF apoiando o fim de direitos trabalhistas. Afinal não foram os mesmos que para derrubar a corrupção de Dilma - puseram no poder - a corrupção de Temer?

Inquietudes (362) do Rei

O pastor Silas Malafaia propõe boicote à Disney por causa de um beijo entre dois meninos em um desenho animado. Agora há gente pedindo mais boicote: a desenhos que ensinam a lavar dinheiro. Como indiciado em esquema de corrupção, o que o pastor diz sobre tio Patinhas ensinar apego ao dinheiro?


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Inquietudes (361) do Rei

Você - que reclamou dos indicados do ex-presidente Lula e da ex-presidenta Dilma ao Supremo Tribunal Federal (STF) - diz o quê sobre Alexandre Moraes? Vai um solo de tramontina aí?

Aí, o amor de Deus

Aí... a pessoa publica mensagens de fé, correntes de oração; divulga imagens de santos.

__Deus é amor.

Eu tive de perguntar.

__Se Deus é amor, por que você comemora a morte da esposa do seu adversário, é favorável à pena de morte e compartilha links com discurso de ódio?

...

Deixa pra lá!

Inquietudes (360) do Rei

Os agentes do mercado confundem empreendedorismo com predadorismo.

PS. Os dicionários trazem predatismo e predação. Predadorismo é um neologismo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Inquietudes (359) do Rei

Uma sociedade que comemora a morte de alguém - por motivo ideológico, político ou de classe - é uma sociedade doente, infectada pelo ódio que consome. Isso não costuma terminar bem.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Inquietudes (358) do Rei

Antigo tradutor do hebraico original
diz que “a Bíblia não fala de Deus”

(Reportagem do Observador)

O problema não é Deus - acreditar Nele ou não. Eu, por exemplo, não deixo o tempo que passo na igreja influenciar a minha fé. O problema é a manipulação do homem na religião (incluindo traduções de textos históricos, considerados sagrados) para manter cativas - pelo controle do comportamento - multidões inteiras de fiéis para se acumular poder e riqueza. E isso - decididamente - não é coisa de Deus.

Inquietudes (357) do Rei

Donald Trump – aquele um made in USA – veta a entrada em solo norte-americano de refugiados de países em guerra, muitas promovidas pelos Estados Unidos. A política internacional do novo presidente bate com uma mão. E com a outra também.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Inquietudes (356) do Rei

A profecia de Jucá, para "estancar essa porra da Lava Jato", parece concretizar-se. O golpe contra o Brasil não terminou com o afastamento de Dilma. 2017 será pior que o ano passado!

Inquietudes (355) do Rei

Na destruição da CLT, intenção de Temer - aquele um - vejo gente comparando as leis do Brasil com as dos EUA. Como exigir que o trabalhador brasileiro tenha mentalidade de trabalhador norte-americano, se o empresário brasileiro tem mentalidade escravocrata? 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Estado mínimo, o caralho!

Reprodução: Folha de S.Paulo (on-line)

 “O país perdeu em 12 meses, até novembro, quase 2 milhões de vagas e tem 12,1 milhões de pessoas sem trabalho, sobrevivendo só Deus sabe como. Chama a atenção um detalhe importantíssimo dessa estatística: do total das vagas perdidas, 1,026 milhão de empregos desapareceu na indústria.”

As afirmações são de Benjamin Steinbruch, diretor-presidente da CSN, presidente do conselho de administração e 1º vice-presidente da Fiesp, em artigo (“A indústria brasileira precisa de socorro, sem preconceitos”), na Folha de S.Paulo, edição de hoje. Ele usa como pretexto a recessão e o aumento do desemprego para reclamar por dinheiro público. 

“Apoio à acumulação de capital, acesso a crédito com juros civilizados, programas de compras governamentais, políticas macroeconômicas e fiscais estimuladoras de crescimento, taxas de câmbio que deem competitividade à produção e escolha de setores com prioridades e sob controle de desempenho.”

Um governo responsável deve sim investir na indústria e em todos os setores necessários para o desenvolvimento econômico. O que espanta é ver o mercado – que reverencia o deus capital – pedir estado máximo para si e estado mínimo para o cidadão comum. Quando perde, o empresariado quer o bolso do governo aberto; quando ganha não quer intervenção do estado. Assim, é fácil correr riscos, né! não?

Por um lado, o mercado reivindica, na figura de Steinbruch, acesso a crédito, a juros subsidiados e outras fontes de dinheiro público; por outro, condena programas de transferência de renda como Bolsa Família, aplaude o congelamento de gastos sociais e tem orgasmo com a possibilidade de destruição dos direitos trabalhistas, com a flexibilização da CLT. 

Reparem que no texto, seu autor pede dinheiro público para a indústria, sem preconceitos, mas este mesmo setor jorra exatamente isso contra as políticas sociais, ajudando a fermentar o discurso de ódio na sociedade atual. Por que dois pesos e duas medidas se a fonte de recursos para cidadãos comuns e para subsidiar a atividade industrial é a mesma: o cofre público? Austeridade boa é austeridade para pobre? Estado mínimo, o caralho! 

Não foi a Fiesp, da qual Steinbruch é vice-presidente, que apostou todas as fichas no impeachment de Dilma para elevar Temer à condição de presidente? A Fiesp é coautora do agravamento da crise que gera desemprego nos patamares atuais que, agora, seu vice-presidente usa como argumento – como se estivesse preocupado com os desempregados – para ter acesso aos cofres públicos.

Não basta o governo investir na atividade industrial, ou qualquer outra, para gerar emprego; tem de investir para gerar empregos de qualidade, com condições dignas de trabalho. É preciso investir recurso público no mercado para estimular o crescimento econômico, gerar riqueza para que seja distribuída e não somente para saciar a fome de lucro desses setores. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Inquietudes (354) do Rei

Quem nasceu para ser Regina Duarte nunca vai chegar a uma Meryl Streep.

País pobre é fruto da desigualdade


Circula pelo WhatsApp uma reflexão sobre as diferenças entre nações ricas e pobres. Pelo texto, riqueza e pobreza não dependem da idade do país. Certamente! O texto– reproduzido abaixo – cita nações antigas e pobres como Egito e Índia; e países novos como Canadá, Austrália e Nova Zelândia, ricos e desenvolvidos.

O texto centra críticas à atitude das pessoas. “Somos pobres porque nos falta atitude. Falta-nos vontade de seguir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.” Então quer dizer que riqueza e pobreza dependem apenas do caráter de um povo? Países ricos têm gente honesta e países pobres, gente desonesta?

O traço discursivo deste texto é o da atitude, do esforço individual. Discurso simplista – além de binário (você é esforçado ou não) – que não revela a complexidade do tema e esconde as causas reais. Afinal, pobreza e riqueza são consequências. Um país rico e desenvolvido depende - principalmente - do projeto de nação que se quer implantar. E isso é coletivo. Muitas forças sociais agem a favor ou contra.

Já que citaram Canadá, Nova Zelândia e Austrália, tomemos como exemplo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) desses países. Esse índice é concebido pela ONU (Organização das Nações Unidas) para medir e avaliar o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida de uma população. Quanto maior o IDH de uma nação, menor a desigualdade social do seu povo. 

Segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), de dezembro de 2015, o IDH da Austrália é o segundo melhor do mundo; o do Canadá está em 9º e o da Nova Zelândia, em 10º lugar. Nesta lista, o Brasil ostenta a 75ª posição, o Egito, a 108ª e a Índia, a 130ª posição. O relatório pode ser lido aqui.

Isso significa afirmar que Canadá, Austrália e Nova Zelândia são algumas vezes menos desiguais que o Brasil, o Egito e a Índia. Dito de outra forma, Brasil, Egito e Índia – países em desenvolvimento – também são pobres porque têm mais desigualdade social, onde a maioria ganha pouco e uma minoria ganha muito.

Para se ter uma ideia do poder da concentração de renda, a ONU calcula que 40% de toda a riqueza produzida no mundo estão concentrados com o 1% da população mais rica. A maioria das pessoas do planeta vive com muito pouco; milhões estão miséria e uma minoria ganha demais.

Os países ricos enriqueceram porque seus cidadãos agem com ética, integridade, responsabilidade, respeitam a legislação, os princípios do direito, amam o trabalho, esforçam-se para poupar e investir, têm vontade de ser produtivos e são pontuais? Será que muitas fortunas não foram construídas a partir da exploração do outro (incluindo mão de obra escrava), especulação financeira, sonegação fiscal, contrabando, biopirataria, destruição de outros países entre tantas outras práticas condenáveis? 

Para ser um país rico e desenvolvido não basta somente atitude pessoal nem princípios abstratos para os outros cumprirem. 

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de combater a perversidade de suas elites que não querem distribuição de renda.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de combater a sonegação fiscal dos grandes empresários, que fraudam o Fisco.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de combater a concentração da propriedade, muitas vezes, usada para especulação imobiliária.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de combater o capital especulativo, que não gera riqueza e quebra nações inteiras.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de valorizar seus recursos naturais e não entregá-los a multinacionais predadoras.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de combater a exclusão social e promover a equidade, eliminando os privilégios de sua elite.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de valorizar a sua mão de obra, combatendo a exploração do trabalhador.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de valorizar a sua democracia, fortalecendo suas instituições e a independência dos poderes.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de combater seu complexo de vira-latas, que acha que o outro é sempre melhor.

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(Mensagem que circula pelo WhatsApp)
A Diferença entre as Nações Pobres e Ricas não é a Idade da Nação.

Isto pode ser demonstrado por países como Índia e Egito, que têm mais de 2000 anos e são países pobres ainda.

Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos atrás eram insignificantes, hoje são países desenvolvidos e ricos.

A diferença entre a nação pobre e rica não depende também dos recursos naturais disponíveis.

Japão tem um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura ou farma, mas é a segunda economia do mundo. O país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima de todo o mundo e exportando produtos fabricados.

Segundo exemplo é a Suíça, onde não cresce cacau,  mas produz os melhores chocolates do mundo. Em seu pequeno território ela eleva os animais e cultiva a terra apenas por quatro meses ao ano, não obstante, fabrica os melhores produtos de leite. Um pequeno país que é uma imagem de segurança que tornou-se o banco mais forte do mundo.

Executivos de países ricos que interagem com seus homólogos dos países pobres não mostram nenhuma diferença intelectual significativa.

Os fatores raciais ou de cor também não têm importância: imigrantes fortemente preguiçosos em seus países de origem, são forçosamente produtivos em países ricos da Europa.

Então, qual é a diferença?

A diferença é a atitude das pessoas, moldadas por muitos anos pela educação e cultura.
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Quando analisamos o comportamento das pessoas dos países ricos e desenvolvidos, observa-se que uma maioria respeita os seguintes princípios de vida:
1. Ética, como princípio básico.
2. Integridade.
3. Responsabilidade.
4. O respeito pela legislação e regulamentação.
5. O respeito da maioria dos cidadãos pelo direito.
6. O amor ao trabalho.
7. O esforço para poupar e investir.
8. A vontade de ser produtivo.
9. A pontualidade.

Nos países pobres, uma pequena minoria segue esses princípios básicos em sua vida diária.

Não somos pobres porque nos falta recursos naturais ou porque a natureza foi cruel conosco.

Somos pobres porque nos falta atitude. Falta-nos vontade de seguir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.

ESTAMOS NESTE ESTADO PORQUE QUEREMOS LEVAR VANTAGEM SOBRE TUDO E TODOS.

ESTAMOS NESTE ESTADO PORQUE VEMOS ALGO FEITO DE FORMA ERRADA E DIZEMOS - "QUE SEJA"
DEVÍAMOS TER UMA MEMÓRIA ESPIRITUOSA
E ATITUDE...

SÓ ENTÃO SEREMOS CAPAZES DE MUDAR NOSSO ESTADO PRESENTE.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Criminosamente incorreto

Reprodução: O Globo.

O secretário Nacional de Juventude do governo federal, Bruno Júlio, caiu ontem por fazer comentários criminosos, ao repercutir o massacre no presídio de Manaus quando cerca de 60 presidiários, sob a custódia do estado, foram mortos, muitos decapitados.

"Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, né? Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana". A declaração - criminosamente infeliz - foi publicada pelo jornalista Ilimar Franco, do jornal O Globo.

O ex-secretário Nacional de Juventude do Governo Temer, que se assume sua coxinhice - uma espécie de ideologia de direita que prega uma política excludente - comparou o massacre no presídio de Manaus com o feminicídio de Campinas.

"Isso que me deixa triste. Olha a repercussão que esse negócio que o presídio teve e ninguém está se importando com as meninas que foram mortas em Campinas. Elas, que não têm nada a ver com nada, que se explodam. Os santinhos que estavam lá dentro, que estupraram e mataram: Coitadinhos, oh, meu Deus, não fizeram nada! Para, gente! Esse politicamente correto que está virando o Brasil está ficando muito chato. Obviamente que tem de investigar, tem que ver..."

Reparou como - atualmente - muita gente invoca críticas ao politicamente correto para continuar sendo criminosamente incorreto? Tem sido muito comum, este tipo de gente acusar o politicamente correto de deixar o país chato. Se os corretos são chatos, os incorretos não agradáveis? Decididamente não! 

Bruno Julio, ao incentivar a matança de presidiários - "uma chacina por semana" - não á apenas incorreto; é criminosamente incorreto porque ele faz apologia à violência e ao crime.

Quem argumenta que o politicamente correto deixa o Brasil e o mundo chatos são os mesmos que querem continuar discriminando e ofendendo o outro, segundo a cor da pelo, o sexo, a orientação sexual, o gênero, a classe social. Esses são machistas, misóginos, racistas, sexistas e pobrefóbicos. 

Que coisa! Eles não podem mais fazer apologia à violência e ao crime, sem repercussão; não depreciam mais as mulheres, em paz; não conseguem mais -  sossegadamente - serem racistas; não xingam, sem reação, os viados.

O politicamente correto não é chato, é uma necessidade para combater os incorretos que flertam com o crime e gostam de se esconder sob o manto da liberdade de expressão (que pode muito, mas não tudo). Defender uma chacina por semana - isso sim, um comportamento chato - é criminosamente incorreto!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Brutal, deplorável e condenável!


Seguranças de uma igreja, em Porto Alegre, aparecem em vídeo, espancando um morador de rua, que estava sentado em frente a escadaria de um supermercado. Veja em reportagem da RBS. O ato é brutal, deplorável e condenável.

Brutal porque são três seguranças espancando a chutes e golpes de cassetetes uma pessoa, mais fraca e vulnerável. Não usem o argumento, para defender os criminosos agressores, de que cumpriam ordens. Podem até cumprir ordens, que fazem com gosto.

Deplorável porque são seguranças de uma igreja da Assembleia de Deus. Quem faz segurança privada de um tempo protege o bem material em detrimento do ser humano? A indústria da fé preocupa-se mais com os ganhos materiais e menos com os espirituais.

Condenável sob quaisquer aspectos. No entanto, este não é um caso isolado e, infelizmente, episódios desse tipo continuarão sendo registrados, graças à insanidade que tomou conta de parte do Brasil. Amarrar bandido em postes, espancar morador de rua e acusados de assalto não são efeito colateral, mas sintoma do caráter dessa parte do Brasil. Justiça com as próprias mãos não é justiça; é vingança rasteira.

Isso fica claro quando se vê gente aplaudindo e justificando assassino machista e misógino que mata 12, incluindo o próprio filho; gente arrotando discurso de violência do tipo bandido bom é bandido morto. Essa gente tem seus modelos que deveriam ser exemplo de civilidade, compaixão e humanidade. 

Afinal essa gente costuma idolatrar regime militar que tortura, mata e esconde o corpo; aplaudir deputado (Jair Bolsonaro) que diz que não estupra a deputada (Maria do Rosário) porque ela não merece; concordar com governador (do Amazonas, José Melo) que diz que entre 56 presos assassinados, sob a custódia do Estado, não há santos. 

O Brasil do século XXI revela-se um Brasil do século XIX. O pensamento conservador - do tipo higienista e excludente - ganha cada vez mais terreno porque porque o conservador saiu do armário perdeu a vergonha de defender causas higienistas e excludentes. Os cidadãos de bem costumam defender não o bem, mas os bens, mesmo que estes sejam dos outros.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Inquietudes (353) do Rei

O amor não machuca; o amor não mata. Quem faz isso é o ego descontrolado de gente possuída por sentimentos bem mundanos, aqueles relativos ao mundo. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Receita de chacina

Hypocrite, de Anton Semenov, artista russo.

Ingredientes
Um marido possessivo
Uma mulher que pede divórcio
Uma porção de intolerância a gosto
Misoginia e machismo à vontade
Muito discurso de ódio
Bastante intolerância
Impunidade

Modo de preparo
I
Para fazer a massa, pegue uma mulher que pede o divórcio ao marido possessivo que não aceita a separação.
Acrescente o machismo e polvilhe com pitadas de misoginia.
Reserve.

II
Enquanto a massa cresce, faça a cobertura com o discurso de ódio, disseminado pelos veículos de comunicação e pelas redes sociais. 
__direitos humanos para humanos direitos; liberação de armas para cidadãos de bem; político nenhum presta; bandido bom é bandido morto; Maria da Penha, a lei de proteção às vadias.
Acrescente a impunidade aos que praticam crimes, em nome da liberdade de expressão.

III
Espalhe a cobertura sobre a massa, polvilhe intolerância a gosto e abra fogo, com arma comprada ilegalmente. 

Finalização
Sirva bem quente
Rende 12 mortos

Sidnei Ramis de Araújo, que matou - na noite do réveillon - a ex-mulher, o filho e mais 10 pessoas deixou carta explicando e justificando seu ato. A carta circula pela internet e pode ser lida neste link do Diário do Centro do Mundo. A situação é complexa e, aqui, alguns pontos para reflexão.

I
"Eu morro por justiça, dignidade, honra e pelo meu direito de ser pai! Na verdade somos todos loucos, depende da necessidade dela aflorar!"

Não! Sidnei não matou nem morreu por justiça. Matou por vingança e morreu por covardia ao suicidar-se, para não encarar as consequências do seu ato criminoso, apesar de afirmar que não tinha medo de ser preso.

II
"Filho, não sou machista e não tenho raiva das mulheres (essas de boa índole, eu amo de coração, tanto é que me apaixonei por uma mulher maravilhosa, a Kátia) tenho raiva das vadias que se proliferam e muito a cada dia se beneficiando da lei vadia da penha!"

Sim! Ele era machista e misógino. Os não machistas respeitam todas as mulheres e não apenas as que consideram de boa índole. Esta é apenas mais uma versão do "a mulher tem que se dar ao respeito". Isso significa para os machistas e misóginos que as que não se dão ao respeito, seja lá o que isso for, merecem apanhar e até morrer. Quem pensa e age assim é machista. Simples assim.

III
"Filho te amo muito e agora vou vingar o mal que ela nos fez! Principalmente a vc! Sei o qto ela te fez chorar em não deixar vc ficar comigo qdo eu ia te visitar. Saiba que sempre te amarei!"

O amor não machuca; o amor não mata. Quem faz isso é o ego descontrolado de gente possuída por sentimentos bem mundanos, aqueles relativos ao mundo. 

Para refletir
O episódio na noite de réveillon, em Campinas, mostra um Brasil doente. Infelizmente, há muitos sidneis país afora: intolerantes, machistas e misóginos. E o pior: alimentados - dia a dia - pelo discurso de ódio contra a igualdade de gênero, de raça e de classe; contra o respeito às diferenças, aos diferentes, aos vulneráveis.

Para muitos, o mundo tornou-se chato por causa do politicamente correto, que prega igualdade, respeito e tolerância. Sidnei agiu de forma politicamente incorreta e levou consigo 12 pessoas. Como se vê, os incorretos transformam o mundo em um lugar ainda mais perigoso.